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POESIA ÀS ESCONDIDAS

Poemas escritos por António Só

Poemas escritos por António Só

São Versos

Rebelo-me enquanto surge uma nova,
Ideia inerte, num Céu pendente,
Isolo-me enquanto a vida reprova,
Ser sempre a ela desobediente.
Estatelo-me quando derramam em mim,
Uma água impura de fonte imunda,
Que o tédio enorme me banhe, enfim,
Enquanto outra beleza me inunda.
Contento-me se me lembrares enquanto,
Eu vivo for e o corpo me queimem,
Na pira longe de ter sido um santo,
Não foi intento, mesmo que teimem.
Desejo ardente impor meu canto,
Ao Universo que dentro se estende,
Enquanto do chão não me levanto,
Gritar para dentro, a ninguém ofende,
E assim do estro broto os meus versos,
Mesmo que não fique poeta imortal
Que enalteceram com poemas extensos,
O tão estridente nome de Portugal.

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