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POESIA ÀS ESCONDIDAS

Poemas escritos por António Só

Um poema erótico

Junho 16, 2006

Princesa de alva pele fresca e macia,
Lascivo rosto, lábios pecaminosos,
Ver na tua boca meu falo eu queria
Banhando o alvo corpo em vagarosos,
E quentes rios de ingentes mil jorrares,
Nascidos nos montes dos meus desejos,
Colher a tua amora e tu a olhares,
Enquanto por cima eu cedo todos os meus beijos.
Envolta em manto linho imaculado,
Com delicadas mãos me gesticulas,
Estando já meu comediante irado,
Com um dedo, o teu prazer e o meu regulas.
E ardo sem que a fogueira eu veja,
Ceder-te calor degolando o frio,
Abriste tuas janelas para que eu veja
A luz jorrar da fonte quente do cio.
Mordazes os meus beijos se vão tornando,
Ao ver teus finos lábios retorcidos,
Fechando os olhos, meu falo vai falando,
Com teus nus seios expostos e exibidos.
Nem as doces cerejas têm o sabor,
Dos teus mamilos tão... (hum!) saborosos,
Trinco um e outro sem querer causar-te dor,
Alegres vai ficando e vigorosos.
Princesa do Sabbat, tu determinas,
O Fim do que eu considero o início,
E, se o quadril redondo tu me inclinas,
Findar o movimento era um suplício.
Expressão de quem vai sendo molestada,
Porém, vai sendo mais amada ainda,
Sobe um rubor quando acariciada,
Na fenda... Se visses como tu és linda,
Quando te vens, esfregando ao dianteiro
Tua válvula aquece e em mil explosões,
Recostas na almofada e num primeiro,
Soluço te deitas com as ilusões,
E o teu primeiro riso é esperançoso,
Que adorne por dentro o meu deus funesto,
Para quem pretende que seu corpo acuda,
Que com um singelo beijo se torna lesto.
Vê como por ti de cor ele não muda!
Com um dedo eu espreito se ainda vives,
De tinteiro servindo à minha pena,
E no papel lendo os versos revives,
Tão ousada e deliciosa cena,
O afago vem no teu espesso cabelo,
Que adora se soltar pelo meu peito,
Desenrolemos um novo novelo,
Que este corte e costura não foi perfeito.

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