O poema descendente
Setembro 15, 2025
A má segregação de todas as tarefas
as tarifas impostas pela ditadura
a intolerância fluída em linha reta,
enquanto a desdentada Teimosia
range a dentadura
Que belo entardecer
onde mar ruge de bom humor
que sede de subir aquela colina de sol e enlanguescer em tons de azul
que estrelas decadentes
nos tornamos, somos a soma dos dias sempre iguais a zero, devolvidos em ciúmes de deusas egípcias
com cabeças felinas verdes de vidro.
se a vida é subir então desci
pela escada de emergência dum prédio em chamas
se a morte é terminar então escrevi
o poema melancólico de versos infinitos