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POESIA ÀS ESCONDIDAS

Poemas escritos por António Só

demasiado cedo

Janeiro 24, 2019

não entres nesses túneis

demasiado cedo

são escuros e vorazes

acres, insalubres

 

nem sonhes iguais sonhos

nem vás para onde vão

os outros, não conheço

ignoro as ânsias deles

 

respirarás direito

pesar de haver futuro

a chave do passado

abrir-te-ão as portas

 

do que mais te fascina

do que te ensina e dá

a mágica ciência

acesso à matemática

 

no fundo é um idioma

é música como a flauta

que dos teus dedos saem

soprada da tua boca

 

ainda de róseos lábios

de arcos íris nos olhos

como pular no sofá

de microfone na mão

 

a música que cantaste

o pai já não a canta

soava à minha infância

agora que ela é tua

O lobo ilusionista

Janeiro 23, 2019

Às vezes gostamos daqueles que sabem

em voz de verdade, cantar uma mentira

independentemente do sexo ou idade

a falsidade, ignoram, é coisa que expira

 

respiro! Não cumpro um dever há séculos

atiro o meu chapéu de imperador ao chão

os céus que aspiro são vastos desertos

que vão desde a tua alma ao meu coração

 

a mesa estava posta para as ambições

havia faca e garfo para dois destinos

mas eis que o tempo não tocou nas refeições

desmoronando os meus impérios de menino

 

eu já de longe noto, igual aos cães de caça

que sentem na floresta o odor a javali

o intenso odor a escroque que matreiro me arma

uma armadilha vil, noto-o quando se ri

 

fácil como um cão que avista satisfeito

um osso suculento. atira-lhe um, verás

que deixa de ser lorde ou príncipe perfeito

voltando a ser o lobo de apetite voraz

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