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POESIA ÀS ESCONDIDAS

Mais de mil poemas escritos às escondidas De António Codeço (1976 - 20??)

Mais de mil poemas escritos às escondidas De António Codeço (1976 - 20??)

Ode Musical

Em tom menor,
A sinfonia canta em meu ouvido,
Pagina branca gasta de sentido,
Inexistente e farto de maior,
Passar rapidamente a tom menor.
 
Em tom maior,
Feixe de ouro em luz da esperança,
Num antro imundo, negro, atroz, alcança
O génio musical em tom menor,
Como posso compor algo em Maior?
 
Som sustenido,
Subindo íngreme escada audaz Icário,
Voando majestoso e perdulário,
Possa fazer em vida algum sentido,
E ter no meu canto um tom sustenido.
 
Fiel perfume,
Fragrância colorida destas flores,
Princesas e donzelas dos amores,,
Crescendo à volta as árvores, ciúme,
Memória do meu canto num Perfume.
 
Repete o canto,
Um presto regressivo se espalhando,
Pelos campos de Bethooven buscando,
Um Deus presente, um rosto cheio de pranto,
Uma incomensurável fonte: Espanto!
 
Mágica história,
Cortinas de veludo ensanguentadas,
No chão, camélias, rosas perfumadas,
De odores tão funestos da memória,
Em vida adormecendo a nossa história.
 
Mozart chama,
Das célicas moradas alvos anjos,
Por cânticos sublimes e arranjos,
Chamados por olhar ígneo de dama,
Dos céus anjos descem se Mozart chama.
 
Tom trágico,
Atroz acto directo a quem merece,
Louros de bondade e quem não esquece
O choro humano, dom divino e mágico:
Em tom menor, Mozart se torna trágico!
 

Despojos

Vago, circunspecto, moribundo,
Ferocidade hercúlea de viver,
Bebe a solidão, trago profundo,
Dum grande amor que habita no seu ser.
Ingénuo, como pétalas dos lírios,
De imaculado branco, raro e puro,
Ao mar, confessa dores e martírios,
Na contemplação da brilhante Arcturo.
 
Nem fixa estrela, nem o firmamento,
Têm prantos tão profundos como mares,
Nem sombra de esperança ou pensamento,
Derramam, revelando despertares.
A solidão, dançando como a sombra
De fogo, vivo Inferno que o acolhe,
Na doce sedução de amante, assombra
Com beijo álgido que o homem não escolhe.
 
Ó tela de Rembrandt, a luz, a esp’rança,
Penumbra repelindo vivamente,
Concede-lhe a Fortuna, nova usança
De unir áurea divina ao corpo ausente.
Chega de embaraços, de desculpas,
De medos vãos, fascínios, perdições
No mar, sejam despojos negras culpas.
 
Sejas espelho, nítido reflexo,
Disformes traços no meu gasto rosto,
Andar por entre gente desconexo,
Colhendo as flores maternas do meu gosto.
À Vida, mendigar, a mão estendo,
Um só momento memorável quando,
Contemplo no horizonte o sol rompendo,
A Aurora. E, enfim, o sol lá desmaiando...

Ode crepuscular

Lírio aveludado, branca neve,
Na pele - céu azul de Inverno frio;
Guardo em pensamento o corpo lindo.
Fixos olhos quem audaz se atreve,
Os braços percorrer-te como um rio,
Andando como um vento que vem vindo.
 
Formosa dália, assim, abres-me os braços
Na minha alma vozes me ensurdecendo, 
Invocações celestes retardando;
Crepúsculo no rosto, os embaraços,
Nos teus ardis, encantos me rendendo,
E pela rubra e doce porta entrando;
 
Camélia rara, doce e cara, diz-me:
Acolhes-me no doce pomo? A boca,
Sorri-me afável, teus líquidos olhos;
Se um bloco em gelo eu era, então desfiz-me,
Ruindo sobre ti, felina e louca,
Fechando ao mundo, as portas, os ferrolhos.
 
Conceda-me o céu ver-te sempre que abre,
A aurora, as portas de ouro ao louro Apolo,
Sulcando trevas, nuvens, noite escura;
Contemplação no meu verso não cabe,
Deixando-te poemas no teu colo,
Um mágico momento que não dura.     

A um louco...

Louco quem pretende louco ser,
Além do que da vida mais pretende,
Ignora o que nos faz amar, mover,
Que lê, e nada do que lê, entende.
 
Pobre espírito! Tudo subentende,
Mentira é doce pois seus olhos fecha,
Verdade, amada virgem que não deixa,
Quem num espelho se olha e não se entende.
 
Veste a cor da noite e nela vive,
Sem orbe, sem estrelas, sem ter nexo,
Confusa amálgama... treva floresce;
 
E quase neste mundo atroz eu estive,
Chamado pela voz deste complexo  
Deserto, ermo, onde nada à volta cresce 

Deméter

Traz-me numa cesta, amor, amoras,
Mirto azul tenro, os beijos de cerejas,
Eu quero-te selvática, que sejas,
Minha Musa de enigmas quando coras.
 
O teu corpo silvestre traz-me as horas,
Passadas no passando, no presente,
E num porvir inútil, voz que mente,
Não diz os versos que tu tanto adoras.
 
Se fores céu, não tragas branca neve,
Nem sol, as tardes tórridas de Verão,
Traz só claras manhãs de Primavera;
 
Sou quem nunca verdade no Amor teve,
Sou quem sempre estalou na cara um NÃO,
Mas sou, contigo, quem não se arrepende.

Opostos

Percorre-me na espinha um frio antigo,
Tão gélido, de lâminas cortantes,
Frias, afiadas e vibrantes
Como áspera traição de um grande amigo.
 
Mostrar-me corajoso? Eu não consigo,
Manter-me na tempestade violenta
E o teu esgar solene representa,
Noites de ébano por não estar contigo.
 
Minha alma empalidece, de alabastro,
Definha quais areias movediças,
Fétida quanto as águas dos pântanos;
 
Teu rosto melódico, encanto de astro,
Tem brilhos e canções com que enfeitiças,
Que num milagre cura... e me traz danos.

Num livro...

Um livro aberto em tuas mãos cansadas,
Exaustas dos deveres, dos labores
Conquista terras nunca conquistadas,
Faz sonhar com a Ilha dos Amores
 
Revela a tua alma que desconheces,
Mostra aos teus olhos diferentes cores,
E os teus amigos que tu bem conheces,
São dos teus olhos ávidos leitores.
 
Um livro aberto é uma mimosa flor,
Que nos encanta e que nos faz sonhar,
Que é bela e quase pede pra a colher;
 
Um livro é um quente lar feito de amor,
Que pede à vida um tempo pra pensar,
Que nos pede, como a flor, para o ler.

A Procissão

São brilhos de serpentes, de jibóias,
Laivos de prazer, loucos amantes,
De imundas bocas sujas, protestantes,
São nada com teus olhos que são jóias.
 
Pequenos lábios róseos, puros são,
Duas pétalas mimosas, refrescantes
Mãos macias, dóceis, petulantes.
Quimera, é que esses teus olhos não são...
 
Que numa procissão passem contentes,
Felizes, enfeitados de ambições
Balofas, como mares transbordando;
 
Que passe a procissão. Nós, inscientes
Sentindo o palpitar dos corações
Sorrimos, à gente que vai passando.

A Beleza

«No mundo inteiro, eu brinco às escondidas,
Sou ave que de ramo em ramo, poisa
Sou os cinco sentidos numa coisa,
Sou virgem entre outras virgens despida.»
 
«À noite, mais me escondo, estremecendo,
Vivo entre o crime atroz, hediondo, injusto
Sou maravilha, espanto, oposto ao susto,
Sou rara flor mimosa florescendo.»
 
«Inexaurível fonte de energia,
Divina Inspiração na Poesia,
Sou Liberdade, Amor, a Natureza;»
 
«Mas fraca sou, mulher desamparada,
Virgem casta, ingénua, desflorada,
Pedindo Amor. Quem sou? Sou a Beleza.»

Ignorância

O que é a vida? Ignoro! Vagamente,
Alheio, passo entre a turba irada,
E tu, jóia do Nilo, minha amada,
Brilhas, entre trevas, reluzente.
 
Lembro, quedo e mudo, inconsciente,
do que foi dito ou peito ou foi pensado,
No mundo igual, sem cor, ultrapassado,
O que é a vida? Ignoro! Sinceramente...

Venus e Marte

Rosa vermelha, flor do meu encanto,
Cravas no peito aguçados espinhos,
Olhas-me sem mácula, sem espanto,
Derrama em minha pele amargos vinhos,
Ó rosa diferente dos cravinhos,
Plantados no teu peito pra colher,
Um suco, um beijo, um laivo de prazer
Pelas pernas, correndo aos bocadinhos.
Tremes quais molhados passarinhos,
Se encostam no ninho quente se chove,
Não há em ti, ó rosa, bocadinhos
Em teu clássico corpo que reprove.
Eu vou descer à floresta encantada,
Os ventos invocando, em minha boca,
Eu vou soprar e tu, embriagada,
Cravas no leito as garras, linda e louca. 
Trinca-me flor, deliciosamente,
Como se fosse um fruto que devoras,
Enlouquecer-te vou naturalmente,
Com meus dedinhos que tu tanto adoras,
E teu lindo umbigo cola ao meu, flor
Ascende aos céus comigo por favor.
Humedece os teus lábios verticais,
Com cio, gata lânguida, encostada,
Soltando frases lindas, naturais,
Como a pantera negra saciada.
Com cavos sons, síncopes guturais,
Que Enchem voragens , preenchem vazios,
Ai quem me dera, ó flor do meu encanto,
Dulcíssima, humedecida em pranto,
Em ti, transbordar todos os teus rios.
Tendo nas mãos os teus seios gostosos,
Vou bolinar sem rumo nos teus mares,
Aventurar-me em fundos misteriosos
Uivando e revivendo os despertares,
E juntos, como cobras enroladas,
Uma dança macabra que imprimindo,
Um vivo presto, as bocas já coladas,
As doces contracções vamos sentindo.
Ver declinar no céu todos os sóis,
E ouvindo deleitados as pessoas,
Contando as coisas más, e nos lençóis
No morno, murmurar as coisas boas.
E ouvir qualquer cantor vindo da sala,
Ruminando em versos tão desconexos,
E novamente, a mão que nos embala,
Entrechocarmos outra vez os sexos,
Já gordos de prazer altivo e puro,
Com reflexos em ritmos afrouxados
Esperando que um membro recresce e duro,
Entre estranhas poses, equilibrados,
No quarto, paira odor humano e quente,
Tão quente quanto um Inferno escaldante,
Em sal ou suor purificados; mente
Tão limpa, como a Lua, lá, vibrante.

À Bela Flor

Ao ler-te, bela flor, eu ainda sinto,
Palpitações de um alto sofrimento,
Correndo no teu sangue em pensamento
Tão puro, tão directo, tão distinto.
 
Teus versos trazem encantos de absinto,
Ébrios, verde esperança e esquecimento,
Cantar-te sem ter arte é atrevimento,
Meu sonho em brasa, ao ler-te, é vão... e extinto.
 
Profunda como a Terra e a Humanidade,
Sublime em Reliquiae, Suror Saudade,
Deixaste mais do que versos, Florbela;
 
Tu deste asas à Mulher que ama e sente,
Que chora por sonhado amor ausente,
No firmamento, a mais brilhante estrela.

Escolha

O mar respira em lentas vagas, mortas
Com movimentos lassos, desiguais,
Meus pensamentos soam sempre iguais,
Porque com manso amor, tu me confortas.
 
Nas noites de luar, arrombo as portas
Dos assombrosos lares infernais,
Cantando hinos celestes, triunfais,
Desse Eden para onde tu me transportas.
 
Embrenho a língua em brasa na floresta,
Guardiã dos teus mistérios assombrosos,
Porque o Tempo mais tempo não me empresta;
 
De lado, eu deposito a minha glória,
Porque os teus lábios são mais saborosos,
Que toda a minha vida. É a minha história.

Dias felizes

Não tenho hoje vontade de existir,
Nem me concede o mundo caprichoso,
A hora derradeira pra dormir,
Num sonho iluminado e venturoso.
 
Pois tenho uma vontade de partir,
Como a andorinha mansa que emigrando,
Recorda uma saudade de sentir,
A primavera, os meus lábios beijando.
 
Deito-me em verdes prados de matizes
Sonhando eterno louco de paixão...
A minha alma é do corpo uma bastarda,
 
Que em busca vai dos dias tão felizes,
No vale escuro do seu coração,
Quieto, absorto e vago, na mansarda.

O Feitiço

Já vejo Apolo erguer-se no horizonte,
O debandar das estrelas e da Lua,
A bela imagem bebo, ó eterna fonte
A ver-te sossegada linda e nua,
Apolo beija os montes e as montanhas,
Que escalo com meus dedos delicados,
Na língua a languidez, frases estranhas
Soltas com os meus beijos naufragados.
Sorris! E o teu sorriso traz-me a luz,
Reinando a bela Aurora atrás e em ti,
E os doces ais no quarto reproduz,
A mais bela oratória que já ouvi.
Percorro os braços frios concedendo,
Calor humano, dádiva da vida,
E Diana, triste, ao longe vai descendo,
Ao louro e claro Apolo já rendida.
Imaginar-te assim, sempre a meu lado,
Nos jardins babilónicos, distantes
Tomo o terreno Paraíso emprestado,
De puros sons exóticos, vibrantes,
Das aves, flutuando pelos ares,
Como cantigas curtas que nos soam,
A mágicos e belos despertares,
Dos cânticos de aves que sobrevoam,
Espíritos maiores, diferentes,
De quem o Tempo em Nada vai esbanjando.
Isto nada me importa. Estão ausentes,
Do mundo, vai esquecendo, e abandonando.
Vamos ser répteis rastejando em brasas,
Acesas nas ardentes iguarias,
Vamos bater do mundo louco as asas,
Amando-nos nas horas, noites, dias,
Exalando os marítimos odores,
Pairando em nossos corpos já vencidos,
Enquanto Citereia, a dos amores,
Embala nossos corpos já rendidos,
Meigo gesto, hinos de amor convulsos
Adagios demorados e trocando,
Contemplação serena entre soluços...
E tu, sádico Éolo, praguejando,
Lá fora, enquanto bates nas janelas,
Floresce a tua inveja, e amontoando,
As nuvens tornas tuas sentinelas.
Estrépito! Clarão, ao longe, azul
E roxo, a tempestade forte lanças,
Soprando horrendas árias - vêm do sul,
Os ventos sibilantes. Não descansas.
Mas sei que teu ciúme não confere,
O gesto igual, nervoso e desbragado,
Sonhando a tua Vénus que se adere,
Ao Marte imundo, em corpo nu, suado.
E avanças, em constantes vagas de ouro,
Unindo abruptos corpos aquosos,
Porque nunca encontraste o teu tesouro,
Tornando os ventos calmos em furiosos,
Move-te, esfera azul e inanimada,
No fluxo do meu sangue, estando perto,
Do estímulo, audácia, d' alma enlevada,
De encontrar água fresca num deserto.
Ouçamos, Musa, os cânticos de escolhos,
Ouvindo o céu deixar pedras cair,
O meu abismo igual são os teus olhos,
Que prendem, e nunca deixam partir,
Partir para porto incerto, inseguro,
Que escravos de almas torpes, vãs usuras
E num momento breve volto ao escuro,
Meus lamentos cantando a almas mais puras.
Meus pensamentos? Lanço-os no abismo,
Até os meus escritos mais profundos,
Troco a Poesia por teu erotismo,
Contigo as nossas horas são segundos,
Porque respiro, ainda, a primavera,
Tão verde quanto os meus versos me soam,
Amante que por amor desespera,
São corvos que pela minha alma voam.
Mas ver-te, ter-te ao lado, amar-te, é meu
Desejo eterno, puro e imaculado,
E tu, mágoa do lago azul do céu,
Tornas-me cisne andante em lago alado.
Amor era uma sombra que passava,
A minha alma trepando em noite fria,
E macilenta, a Lua não brilhava,
Tanto com teu luar de noite e dia,
No teu rosto ser á fico estampado,
De voz tão cristalina de sereia,
Lanças-me o teu feitiço e enfeitiçado,
Amo o teu ser como passear na areia.

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