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POESIA ÀS ESCONDIDAS

Mais de mil poemas escritos às escondidas De António Codeço (1976 - 20??)

Mais de mil poemas escritos às escondidas De António Codeço (1976 - 20??)

São as curvas que estonteiam...

São as curvas que estonteiam,
Quando os olhos sequiosos,
Dela as curvas franqueiam,
Dos flancos redondos, gulosos,
À libertinagem emprego,
Um pregão de liberdade,
Ao quadril vista não nego,
Em gesto de ociosidade,
Esporar corcel vaidoso,
Veloz corre a tentação,
Nasce a semente primeira,
Solto o meu primeiro pregão,
De ventura de um gosto,
Deslizar na pele macia.
Porque tudo é um desgosto,
Colorir com as mãos um dia?
E assim eu escrevo em verso,
O que em mente eu reconstruo,
O meu lado mais perverso,
Fala. E falo, falo de amuo,
Seu doce das mãos retiram,
O que a vista doce oferece,
Seu quadril desaparece,
Ah demónios que mentiram!
Jorrar longo, longo preceito,
Ser da virtude pregador,
Por não provar do amor,
Da beleza e seu conceito.
Ah, recurva o corpo quando,
Prostrada assim te encontras,
As mãos minhas estão prontas,
Para o que der e vier,
E torna a ir e a vir,
E a ver se nela estiver,
Pronta primeiro um sentir,
E se em tempo eu me escorrer,
Em rios daquela alvura,
Que a primavera oferece,
Em manhãs que o sol perfura,
E as nuvens desaparecem,
São cheios de rara graça,
Já crescidos e maduros,
Só olhar é a desgraça,
Para os corações mais duros,
E além do mais... enfim,
Só em verso o meu desejo,
É experiente e bem assim,
Está nela dado um beijo.

Campo fértil repousando em hora...

Campo fértil repousando em hora,
Quando a preciosa calma escapa,
Da mente eternamente à frente e fora,
Doutro sol que me tapa,
E esqueço o quanto padeço de tempo,
Que não pára para nosso proveito,
E nada que eu vejo oiço aceito,
A calma que não lembro,
Desmoronando as muralhas que ergui,
Vedando um mundo meu próprio ao mundo,
Ó mar humano interno tão profundo,
Acalma ; eu bem de ti,
Senti tremor na Terra na minha mente,
Derrubaste o que eu tanto guardei,
Se meu gosto um arco, eu acertei,
Com uma seta diferente,
E tremo, não de frio, mas de um medo,
Enegrecer um sangue que nas veias,
Me corre; na floresta um fogo ateias,
Para revelar de mim segredo,
Mas nem segredos escondo, nem tesouros,
Nem partituras onde meus enigmas,
Se lêem claramente nos meus estigmas,
Por não deter ainda os louros,
E sim, sonho com isso, sou infractor,
Das leis draconianas e invisíveis,
Por criaturas que são insensíveis,
Aos decretos brandos do Amor.
E no vazio me resta o improviso,
Diálogos mantenho com a Beleza,
Que tudo nos fornece em subtileza,
Estar num trilho indeciso,
De sobrepor aos nossos maus costumes,
Lavrar a alma em escritos, em melodias,
Pintar o ar com calmas melodias,
Não ter dos deuses ciúmes,
E onde em nós um limite se traça,
Vedando sonhos e reais desejos,
Canta nos Céus quando nossos festejos,
Nenhum medo embaraça,
Abraços se soltam na alta morada,
Inspirando ar puro de harmonia,
Que alegre canta quem ao fim do dia,
Não vive a vida passada,
Repelindo os medos que antes sentia,
Duma calma plantada.

Na Terra do Senhor Negro

Passar o Portão Negro?
Não sei se a coragem,
Me enviará mensagem,
Para passar o negro Portão.
Mas se cabe a ti primeiro,
E eu que sou um cavalheiro,
Então passa, ó valentão.

Passar por negra terra,
Onde reina o caos que envolve,
Que ser puro não resolve,
Onde não existe flores
O crime é o alimento,
Como o ócio ao pensamento,
Onde morrem todos os amores.

Ao balrog flamejante,
Quem lhe fazer frente ousa?
Aos audazes a sorte pousa,
Mas para um ser imortal,
Porque em verso torna possível,
Um Amor me torna crível,
Mas um Amor monumental.

Partem descrentes os Elfos,
Da Terra entregue ao Homem,
Pois os vícios os consomem,
Como ter trono e coroa,
Mas impera um que não cede,
E que à vida nada pede,
Dos muitos, um só destoa.

O que tenta e me devora,
São jóias de uma beleza,
Pelo belo tenho fraqueza,
Dos jardins flores colher.
Mas trespasso a aspiração,
À glória em direcção,
À fonte pura e nada beber.

Quando penso que não existe assunto

Quando penso não existir assunto,
Vejo o quanto posso só inventar,
Mas meu espírito seco e, moribundo,
Está pronto, amortalhado, ao mar lançar.

Quanto mais eu subo sobre as escadas,
Chegando ao alpendre louco de ansiedade,
Passando pelas almas sempre cansadas,
Leio nos olhos incómoda verdade.

Sangro a pele, a alma, a voz, o mundo,
Ainda peço a mim último fôlego,
Bamboleio apático neste lar rotundo,
Saber quem sou? Saber de mim, não folgo.

Se o desespero fosse de Baco, o vinho,
Chegava pr’o deus manter o devaneio,
Porque escorre da fonte devagarinho,
Como o leite materno escorre do seio.

Os quatro ventos, reuni-los, não posso,
Que varresse do ser este tormento,
Não menos frágil, Musa, eu não esqueço,
Que guardo teu belo rosto no pensamento.

Da morada celeste eu oiço perto,
Naquela porta feita de luz impressa,
Num deleite amoroso oiço o concerto,
Sem fome, sede, ânsia... sem qualquer pressa.

Quem seria o maestro de loura juba?
Porém, reconhecia o seu autor,
O solo solitário de grave tuba,
Como do homem a voz meiga no Amor.

Desvaneceu a sombra que acompanha,
Os passos quando alguém se compromete,
A reviver passado, a vida estranha,
Enquanto a luz com a escuridão compete.

Tão cedo, em mim, da deusa seu regresso,
Ao mundo vago, obscuro onde se é eterno
Mas num estalido surdo, eu tudo esqueço,
É cedo viver o Verão como o Inverno.




Capricho

Alma prostrada, lenta e vagarosa,
Desperta do sono brando
Da flor de alva cor mais que formosa.
Meu espírito nefando,
Água derrama em pele pura e macia,
O mar vai arrastando,
E vai escorrendo vazio mais um dia,
Ao abismo lançando.
Tinge as flores Perséfone, recolha,
Depois de engolida,
Em trevas, antítese de uma escolha,
Vontade invertida,
Por caprichos nefastos, mensageiros
De gula ávida informe;
Aos seguidores de Apólo pioneiros
Eis desejo disforme.




À Liberdade....

Ó frágil liberdade: porque te assustas,
Te inquietas com o menor brando dos ventos,
Diz-me porque é que as preces minhas não escutas,
E ignoras todos os meus requerimentos?
Os enigmas que dos Céus tu me envias,
São mistérios guardados numa mulher,
Quando rebelde e louco tu sempre ouvias,
Bondosa, não retiravas alto poder.
Mas vergas-me não por teu mero capricho,
Porque primei mais pela arrogância,
E agora que me encontro junto do lixo,
Vejo quanto faltei na útil constância.
Será, se eu penitente, me deixarás,
Unir o que eu quebrei e deixei pra trás?

DCVII

Quando me contaste a tua história de Amor,
Foi mão estendida a quem vivo declina,
Tal como o aluno atento ouve o professor,
Grato, fui um bom ouvinte por quem m’ ensina.
Dos teus lábios saiu o doce fascínio,
Que os Homens negam ser quase impossível,
E enquanto ouvi, subi do meu declínio,
Cri mais no Amor que em vida é sempre possível.
Está exposto como num museu a tela,
De Rembrandt, em que o sorriso ilumina,
A escuridão onde me encontro nela.
Solta corcel vaidoso tua bela crina,
Vive em segredo tua história real com ela,
Porque, meu amigo, o corpo declina.

DVII

Porque em vida eu creio ser possível,
Saltar de um mundo triste pra outro alegre?
Nos olhos vagos concluo ser impossível,
No desleixo que a vida nos persegue,
Mudar traçado rumo que tracei,
Pensar não ir ingénuo a lado nenhum,
Deixar de crer corrói o que eu amei,
E assim serei no mundo como qualquer um.
Não penso haver destino inevitável,
Ao vento o largo como um vil rascunho,
Onde escrevi um poema abominável,
Quase que não foi escrito pelo meu punho.
Impeço-me de mudar só no dizer,
Se o escrevo então porque não o fazer?

Reprimenda

(Dedicado a M....)


Tens mil setas como espinhos de rosa,
No coração se cravam em dor profunda,
Bem sei que choras triste e desgostosa,
Mas ouve este meu canto sem voz profunda:

É risco abrir-se os braços quem no chão,
Bate com os punhos, como se revolta,
A alma em mar revolto e o coração,
Deixa que as suas feras andem à solta.

Inchados, marejados, olhos claros,
Na minha mente soam e me aflige,
Apaixonados olhos hoje são raros,
Dizem que a alma sua própria dirige.

Se deitada em lençóis de branco linho,
Manchados estão, porém, como te entendo,
Que olhas a felicidade do vizinho,
Perguntando como ele bem o vai sendo.

Que tens, mimosa flor, das margaridas
A mais delas ridente que sorri
De olhar, das flores mais apetecidas,
Não tenho outra para quem tanto escrevi?

Que monstro engole famélico vontades,
Plantadas em claros sonhos na juventude,
Digo ser a mais pura das verdades:
Não esperes que passe tudo e tudo mude.

Se tens por perto crescer as amoras,
E não tens outra alma pra socorrer,
Levanta-te! Assim, teu rosto descoras
Leva um cesto e amoras vai colher.

"Falar é fácil", pensas, e aceito,
Mas que queres que um amigo por ti faça,
O desabafo é íngreme. Eu respeito,
Mas tudo agora é ruína e desgraça.

Ah, Maria que em sonhos te afundas,
Escuros, em breu de simples rotina,
Coze essas feridas tuas profundas,
Que a tempestade é curta e repentina.

Tolhida em canto escuro quatro paredes,
Imagino brincares com as sombras,
Assim passam as fomes e as sedes,
Assim de ti mais jovem 'inda te lembras.

Este escrito poema é proíbido,
Corro o risco de repreendido ser,
Mas não deixo que seja ele tolhido,
Por quem poderá vir me repreender

Rasga em mil pedaços, dá-lhe o uso,
Que for agrado maior do teu peito,
Não posso ser p'ra alguém frio e obtuso
Sabendo que nenhum dia é perfeito.

Mas impresso, como rosto num lago,
Que as quedas águas dão de nós reflexo,
Tristeza é o preço por nós pago,
Quando se segue o Amor puro e complexo.

Mas que sei eu disto? Ninguém ao certo,
Sabe sobre este mistério vivo,
Eterno sono sempre vivo e desperto
Que a alma prende e o corpo cativo.

Por isso, deixo os versos de lembrança,
Que deste lado mora alguém que ouve,
Dou-te a fina luz que é tudo: esperança!
Espanta a escuridão, que lenta, se move.

CCCVII

Num céu de azul manchado plana a ave,
Que se habitua à primeira investida,
Da primavera sem sentir entrave,
Ou chilrear, amarga, sobre a vida.
Voa aflita, sobre os céus planando,
Sossega só quando as bocas se fecham,
Das crias, que ainda vão mal piando,
Que, puras, um meigo piar nos deixam.
Deitado como nunca me deitei,
Ouvindo como nunca ouvido tinha,
Assim os céus da mente sobrevoei,
Gravei o que da ave o canto vinha.
Escavo e nada encontro sobre o solo,
Sonho em sonho que sou Marco Polo.

DCCLXXVII

Doira o Sol, mas de um ouro refulgente
Como se dia não fosse, e à noite brilha,
Mas uma vela e a luz, continuamente,
Volúvel, com as trevas, luta em guerrilha.
E o Céu? Um azul tão jovem e imaculado,
Que me entristece saber que os Deuses se escondem
De poetas que expõem na mesa um fado,
À nossa escolha. Onde arranjo o meu? Onde?
Talvez por entre as flores, por entre as cores,
No tilintar das folhas primaveris,
Eu sinto que o fado se esconde entre favores,
Que em vida, à Vida, aind' nem sequer os fiz.
Só espero que na eternidade seja macio,
O verde prado para quem em Vida existiu.

CCXXVII

Se andar na Terra em busca de ouro e prata,
Deixa que eu próprio invoco a ruína,
Pois tal perda de tempo me drena e mata:
Estar mergulhado em sonhos nada me ensina.
Ah se o corpo não gritasse mais alto,
Que uma alma faminta como a minha,
Talvez não andasse sempre em sobressalto,
E meu quinhão de paz, vivo, detinha.
Mas não concede a vida um tempo curto,
Para ascender aos Céus e (ou) Infernos?
Por isso os versos que canto e os recruto,
São leis criadas aos meus desgovernos.
O Amor é a culpa preciosa que imputo,
Como chuva e frio impostos pelos Invernos.

Não vês que as flores sorriem ao passares...

Não vês que as flores sorriem ao passares,
Quando vamos de mãos dadas os dois,
E riem porque as vais cumprimentares,
Enquanto germino um beijo pra depois?
Não vês que a epiderme da tua alma,
É mais macia que o caro cetim?
Por mim aos versos teus eu cedo a palma,
Porque eles têm o perfume do jasmim.
Não abras tantos os olhos quando ao espelho,
Vês o que eu não vejo, minha adorada,
Pois amo quando teu rosto fica vermelho,
Quando sofres do riso uma emboscada.
Que este poema seja a leve brisa,
Roçando as tuas faces, minha Mona Lisa.

CXXXVII

Mesmo que dela venha um rir fingido,
Num teatro permanente, eu na plateia,
Vou ignorar se tem coração partido,
Antes que o meu se quebre de volta e meia.
Depois, não é receio que dentro guardo,
É aquele olhar felino e lascivo,
À tentação, estender a mão não tardo,
E morro em vida e volto do mar mais vivo.
Talvez seja Afrodite louca que se assanha,
Porque o amante não cobre a sua falta,
E mesmo que uma paixão fique e não venha,
De um alto monte a queda é sempre mais alta.
E sem se dar conta a paixão se embrenha
Nas veias. Porém, não me faz falta.

Uma oitava

Deixei usar palavras que alguém conforte,
São vãs águas que deslizam para o mar,
Que é vasto, e não são ditosas da sorte,
Então no assunto incerto que é o Amar...
Amor é uma palavra, pra mim somente,
Mas em gestos e feitos nobre se torna,
Já tenho o que atroz me confunde a mente,
É veneno que na fonte me entorna.

Vontade

Não sei o que mantém vivo o meu corpo,
Ignoro se detenho aquele calor,
De quando o sol de Verão tem quente o sopro,
Quando no céu se torna sedutor.
Se a terra no meu corpo lasso estivesse,
E nela remexesse, então buscava,
O que encurta na vida e me apetecesse,
Talvez nela de novo eu me encontrava.
Mas só uma vontade vale mais,
Que mil palavras juntas postas em verso,
São as vontades, luzes divinais
Qu’ iluminam quem tende a ser perverso,
E nos valores maiores sentimentais,
Vale mais quem se vira do avesso.

Dedicado a P...

O teu sorriso é mais puro do que o meu,
Porque mais do que tu eu corrompi,
Pensei forjar impérios, glória, apogeu,
Sonhei - promessas que nunca cumpri.
Ondula o teu cabelo jovem ainda,
Alegra-me vê-lo solto, rebelde ao vento,
Das duas almas a tua é a mais linda,
Porque sorris ingénua sem pensamento.
O teu Amor do que o meu é mais forte
Que é quase a luz que engole a escuridão,
Capaz de repelir a própria Morte
E libertar meu preso coração,
Escrevi este poema sentindo a sorte,
De não seres fruto da minha imaginação.

Ausência - Dedicado a M....

Ouvindo do piano um concerto,
Escrevo-te sem ter rumo pélago incerto,
Saio da masmorra do aperto,
À espreita que este fim esteja mais perto.
Não derradeiro fim que ao mundo leva,
Pra o nunca mais, que é mais misterioso,
Que em versos o sentimento escalde e ferva,
De ofício nobre, porém desgostoso.

Saio como se sai de madrugada,
Atordoado e preso ao sono doce,
Nem tenho olhado bem para minha amada,
Se ao menos o sono mais longo fosse...
Não podes contemplar cansado rosto,
Caricaturado em baços versos,
Sinto-me a sentinela que no seu posto,
Adormece quando guarda seres perversos.

Queixume não purifica uma alma,
contrariedade ao que leve alivia,
Também não tenho plantado a calma,
Construo o nada só durante o dia.
Enquanto a ceifa dura em terrenos,
Que o verde é cor de quem tão alto sonha,
Vejo ficarem os desejos pequenos,
Qual tristeza que em vida, néscio, ponha.

Mas, ó mimosa flor, tu tens me dito,
Belas frases que pelo branco envias,
É como conhecer um antigo mito,
Ou canto de aves entrando p'las gelosias.
Perdão pedir é nobre mas não tanto,
Quando é norma ou padrão; assim te peço,
Perdão (riso) te peço no entanto,
Porque mesmo no escuro d' alguém não equeço.

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